Que Deus não permita que eu perca o romantismo,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o otimismo,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre
Que eu não perca a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o equilíbrio,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia
Que eu não perca a vontade de amar,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo,
pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo,
escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda
são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a razão,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de justiça,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte abraço,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a beleza e a alegria de ver,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos
e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria
esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor
que existe em meu coração,
mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um
é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois....
A vida é construída nos sonhos
E concretizada no amor!
Amorosamente,
Francisco Cândido Xavier
domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Perdoar é humano.
Por que perdoar é tão difícil?
Falo do perdão entre os homens, esforço muitas vezes sobre-humano, tarefa tão complexa que dizemos, em fuga, que “perdoar é divino”, como se a nós só nos restasse o errar, tão humano.
Ah, como é difícil… perdoar e se libertar.
Perdão e ressentimento andam juntos como a cicatriz e a memória da dor.
Não há perdão enquanto estamos ocupados polindo os monumentos que erguemos à mágoa. Não há saída enquanto revemos sem cessar o filme de uma história triste seja ela de deslealdade, traição, injustiça. Não há descanso enquanto nos vemos como vítimas do ressentimento e protagonistas da dor.
Não há trégua enquanto desperdiçamos tempo e mundo, enquanto fazemos de um episódio pesado o acontecimento mais importante da nossa vida, enquanto mantemos os holofotes sobre a velha cena. Não há sanidade enquanto nos alimentamos de amargura e bílis, enquanto engendramos vinganças e tumores, enquanto cuidamos das feridas com zelo para que não cicatrizem..
Ah, como é difícil… pois é preciso querer sair da rede. Entender como é inútil sentir raiva, desejar o mal, torcer contra e invocar a ira divina. Como é simplista se apegar ao “aqui se faz, aqui se paga”.
Como é inócuo recontar a mesma história pela milésima vez e tentar convencer ao maior número de pessoas da legitimidade dos seus motivos. Como é ingênuo pensar que de alguma forma o não perdoar atinja quem nos feriu.
Como é absurdo pensar que dispomos de algum condão capaz de transformar a vida alheia com nossa falta de perdão. Como é fundamental perceber que o não perdão nos mantêm presos àqueles que nos magoaram: somos nós quem ficamos com as pernas amarradas, ninguém mais.
Haja coragem! É como trocar de pele, faxinar a alma e jogar fora o entulho. É abrir espaço emocional e inventar um novo tempo. É retomar a escrita do livro da vida sem a co-autoria do ressentimento.
Não é simples como desculpar. Isso fazemos a toda hora para melhor viver.
Você se des-culpa e des-culpa o outro por palavras levianas, atrasos, pequenos prejuízos ou grosseiras. É um acerto entre as partes e precisa ser explicitado.
Perdoar é diferente; o perdão começa nas entranhas e não precisa ser proferido, declarado. Coisa de foro íntimo e uso interno. Unilateral.
Perdoar é se desvencilhar do passado, da perpetuação da traição, da contabilidade dos danos. Não é assunto dos deuses, tem a ver com sabedoria. O perdão liberta o ferido, só isso. Não é um gesto para o outro. Não salva ninguém. É uma conquista pessoal que só beneficia a quem perdoa.
Perdoamos quando concedemos indulto às penas, quase perpétuas, impostas a nós mesmos. Quando revogamos as sentenças injustas, que nos ancoram às nossas tragédias pessoais.
Perdoamos quando deixamos de querer entender os porquês, por que nem tudo tem lógica ou explicação. Quando paramos de nos torturar com o que poderíamos ter dito ou não dito, feito ou não feito, para evitar o curso dos acontecimentos.
“Perdão é quando amor e justiça se encontram.”, disse Michael Cimino.
É quando nos amamos o suficiente para nos libertarmos do círculo infernal do re-sentir e das dores com validade vencida; é quando fazemos justiça à nossa história e olhamos o outro, sem o capuz do verdugo, e apenas o vemos.
Perdoar é humano, tão humano quanto sofrer. Deuses absolvem. Homens perdoam. E quando isso acontece sentem-se aliviados e livres.
Perdoar é confeccionar asas para a alma.
Falo do perdão entre os homens, esforço muitas vezes sobre-humano, tarefa tão complexa que dizemos, em fuga, que “perdoar é divino”, como se a nós só nos restasse o errar, tão humano.
Ah, como é difícil… perdoar e se libertar.
Perdão e ressentimento andam juntos como a cicatriz e a memória da dor.
Não há perdão enquanto estamos ocupados polindo os monumentos que erguemos à mágoa. Não há saída enquanto revemos sem cessar o filme de uma história triste seja ela de deslealdade, traição, injustiça. Não há descanso enquanto nos vemos como vítimas do ressentimento e protagonistas da dor.
Não há trégua enquanto desperdiçamos tempo e mundo, enquanto fazemos de um episódio pesado o acontecimento mais importante da nossa vida, enquanto mantemos os holofotes sobre a velha cena. Não há sanidade enquanto nos alimentamos de amargura e bílis, enquanto engendramos vinganças e tumores, enquanto cuidamos das feridas com zelo para que não cicatrizem..
Ah, como é difícil… pois é preciso querer sair da rede. Entender como é inútil sentir raiva, desejar o mal, torcer contra e invocar a ira divina. Como é simplista se apegar ao “aqui se faz, aqui se paga”.
Como é inócuo recontar a mesma história pela milésima vez e tentar convencer ao maior número de pessoas da legitimidade dos seus motivos. Como é ingênuo pensar que de alguma forma o não perdoar atinja quem nos feriu.
Como é absurdo pensar que dispomos de algum condão capaz de transformar a vida alheia com nossa falta de perdão. Como é fundamental perceber que o não perdão nos mantêm presos àqueles que nos magoaram: somos nós quem ficamos com as pernas amarradas, ninguém mais.
Haja coragem! É como trocar de pele, faxinar a alma e jogar fora o entulho. É abrir espaço emocional e inventar um novo tempo. É retomar a escrita do livro da vida sem a co-autoria do ressentimento.
Não é simples como desculpar. Isso fazemos a toda hora para melhor viver.
Você se des-culpa e des-culpa o outro por palavras levianas, atrasos, pequenos prejuízos ou grosseiras. É um acerto entre as partes e precisa ser explicitado.
Perdoar é diferente; o perdão começa nas entranhas e não precisa ser proferido, declarado. Coisa de foro íntimo e uso interno. Unilateral.
Perdoar é se desvencilhar do passado, da perpetuação da traição, da contabilidade dos danos. Não é assunto dos deuses, tem a ver com sabedoria. O perdão liberta o ferido, só isso. Não é um gesto para o outro. Não salva ninguém. É uma conquista pessoal que só beneficia a quem perdoa.
Perdoamos quando concedemos indulto às penas, quase perpétuas, impostas a nós mesmos. Quando revogamos as sentenças injustas, que nos ancoram às nossas tragédias pessoais.
Perdoamos quando deixamos de querer entender os porquês, por que nem tudo tem lógica ou explicação. Quando paramos de nos torturar com o que poderíamos ter dito ou não dito, feito ou não feito, para evitar o curso dos acontecimentos.
“Perdão é quando amor e justiça se encontram.”, disse Michael Cimino.
É quando nos amamos o suficiente para nos libertarmos do círculo infernal do re-sentir e das dores com validade vencida; é quando fazemos justiça à nossa história e olhamos o outro, sem o capuz do verdugo, e apenas o vemos.
Perdoar é humano, tão humano quanto sofrer. Deuses absolvem. Homens perdoam. E quando isso acontece sentem-se aliviados e livres.
Perdoar é confeccionar asas para a alma.
Aceite os acontecimentos como são.
"Há os vaivéns na vida…
Uma hora você está com facilidade para rir,
trabalhar, esperar, confiar; em outra, não,
talvez por causa de um assunto preocupante.
Esses altos e baixos se originam de uma
excessiva valorização das circunstâncias.
Como o exterior varia, o interior sofre.
Aceite os acontecimentos como são.
Participe deles, analise-os, porém resguarde o que
voce tem por dentro: equilíbrio e esperanças.
Nunca reclame.
Na balança da sua vida, é você que faz os
acontecimentos pesaram mais ou pesaram menos."
domingo, 20 de dezembro de 2009
O papel do amigo.
O papel mais difícil é do amigo. O amigo é obrigado a sentir o que nós sentimos, é obrigado a nos ouvir e nos dar os conselhos certos ou até mesmo não nos dar conselhos, ele é obrigado a dar uns puxões de orelha e tentar nos colocarmos próximo ao caminho certo. O amigo é obrigado a nos fazer rir e estar conosco quando dar vontade de chorar, é obrigado a nos dar o ombro, o colo e estender a mão. Ele é o responsável pelos melhores momentos de diversão, pelo companheirismo, pelo nosso sorriso diário, pela saudade. O papel mais fácil é do amigo... verdadeiro!
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Mas tem coisas que não mudam
Tava dando uma olhada num questionário postado no meu flog no ano passado, e é engraçado ver como nós mudamos TODO DIA. Aposto que minhas respostas seriam bem diferentes no dia anterior e até mesmo as perguntas mudariam ao longo dos anos, como aconteciam com aqueles tipos de questionários do ensino fundamental, com perguntas do tipo "você é B.V?" e que nós morríamos de vergonha de responder..
Mas te coisas que não mudam. Acho que a essência de todo mundo continua a mesma, é a união daquilo que nasce com nós e com o que nos é passado ao longo dos anos pelos nossos genitores na tentativa daquilo que eles chamam de "educação".
Você vai percebendo o quanto a "educação" é importante e relevante na forma de conviver com as pessoas, de mudar e conseguir aprender com o tempo. Digo isso por mim mesma. Eu sou muito teimosa, e tenho temperamento que pode até ser considerado difícil. Eu não tô nem aí pra o que as pessoas vão achar das minhas loucuras, eu não saio falando as coisas pra agradar ou coisas que se encaixem na situação, eu apenas saio falando com uma bela dose de sensatez [bom pra uns e insuportável pra outros], as vezes é fácil falar e falar e não olhar pro próprio nariz, tô cansada de assistir isso de perto todos os dias, tenho nojinho de hipocrisia. Eu sinto pena de pessoas que deixam de viver e melhorar suas vidas pra insistir em arrumar defeito na vida dos outros sem ajudar a consertar, esses parecem não mudar nunca. Eu tenho orgulho demais pra uma pessoa só, e isso dificulta demais nos relacionamentos, tenho ciúmes infinitos de tudo que considero meu [e olhe que é muita coisa], sou do grupo dos "minha atitude depende da sua" [ah, isso não vale pros dias de TPM].
É complicado falar de nós, principalmente de defeitos, e principalmente quando tudo vai mudando tão rápido. Tenho medo de mudanças, não consigo ainda me acustumar com essas idéias, preferia continuar com a cabeça de uma criança que não conseguia enxergar a quantidade de maldade nos outros. Por outro lado, eu não conseguiria viver sem a pouca maturidade que consegui adquirir até hoje. Ah, não por culpa minha, claro!
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